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Mal Amado
— desde 2016 —

Tiago Moreira e Vítor Gonçalves conhecem-se desde a mais tenra idade. Nasceram em Braga e as ruas da cidade mais antiga de Portugal foram palco das suas brincadeiras. Nos anos de adolescência, a restauração foi a área de atividade privilegiada, com cada balcão a trazer uma experiência nova. Já a vida académica foi um pouco diferente: Vitor estudou Direito e Tiago, Gestão de Turismo. O percurso deles, viria, porém, a unir-se novamente na esfera profissional. O último projeto dos dois amigos é um bar que dá pelo nome de 'Mal Amado' e que se situa na Rua Dom Paio Mendes, no número 87.

Este local tem muito que contar. Muitos foram os negócios e habitações que passaram por aqui, sendo que o primeiro registo do edifício data de 1500. O Mal Amado reserva, portanto, nas suas paredes medievais que ainda subsistem, uma mística difícil de igualar. Os dois amigos, porém, não quiseram que fosse apenas a antiguidade pré-estabelecida do edifício a criar a alma da casa. Para trazer um cunho pessoal ao Mal Amado, utilizaram na construção madeira e tijolos, estes últimos provenientes de um forno de cerâmica da fábrica da Boa Vista, em Cabanelas. O aspeto fustigado e rude dos materiais encaixou-se perfeitamente no nome do estabelecimento e no conceito a que queriam dar vida. Grande parte da remodelação, que durou um ano, foi efetuada com o esforço conjunto deste duo dinâmico e alguns pormenores são fruto de ingenuidade ou improviso, de que é exemplo o portão de ferro forjado que foi adaptado de uma varanda.

Além dos vinis com figuras mitológicas dos céus do séc. XVII e de um diabo que está sempre no balcão e é a mascote da casa, a decoração é praticamente não existente, até porque aqui, o foco são as bebidas, especialmente a cerveja artesanal. Esta é uma área que tem despertado cada vez mais a curiosidade dos portugueses e no Mal Amado podemos encontrar marcas como Letra, Ânfora, Alma e Dois Corvos, assim como a última novidade, cerveja artesanal à pressão. Para os apreciadores de outras bebidas, Tiago e Vitor optam por seleções limitadas, mas apuradas. A nível de Gins, por exemplo, destaca-se o excelente Blackwoods Vintage Dry e nos Whiskies o Lagavulin Islay 16 anos. Claro que uma casa não vive só do que se planeou para ela, mas também do feedback dos clientes e neste ponto seria difícil não mencionar as tostas. Inicialmente eram apenas um complemento à oferta do bar, contudo estas parceiras perfeitas de qualquer cerveja, rapidamente ganharam destaque. São preparadas em pão de centeio de trás-os-montes e vêm em duas variedades: bacon, cheddar, tomate e molho especial, ou mista (com queijo suíço) e oregãos.

As palavras são insuficientes para descrever o ambiente que se vive no bar. As sombras sublimes proporcionadas pela iluminação da casa quase que parecem dançar com os tons alternativos de slow dive, soft rock e indie que ecoam nas paredes centenárias, cortesia de Dionísio Monteiro, DJ do programa de rádio Anacronismos. Tiago e Vitor tratam cada cliente como amigo e veem a exigência dos novos públicos como algo positivo que os leva a melhorar o seu serviço e a procurar produtos inovadores.
Talvez seja essa atitude que lhes enche a casa de amigos, habitués e entusiastas.
Venha conhecer este bar único em Braga!  
Mal Amado

 

2019-04-12T11:18:16+00:00